Publicidade

TR: conheça mais sobre a Taxa Referencial

Entenda tudo sobre a Taxa Referencial (TR) que serve como forma de rentabilidade para alguns investimentos!

Por:

Publicidade

TR

Você conhece a Taxa Referencial, também abreviada como TR? É uma taxa criada em 1991 pelo então presidente do Brasil Fernando Collor de Melo.

Embora seja um indicador antigo é pouco conhecido, mas muito mencionado no segmento de investimentos.

Vamos conhecer um pouco mais sobre a Taxa Referencial?

O que é TR, Taxa Referencial?

A Taxa Referencial foi criada em 1991 em comunhão com uma série de medidas elaboradas pelo presidente da república na época, Fernando Collor de Melo, no que ficou denominado como Plano Collor II.

O seu principal objetivo foi evitar a crescente inflação do período e igualmente a indexação econômica.

Em termos práticos, a TR é uma taxa referencial de juros e está diretamente relacionada a uma série de ativos do setor do econômico, sendo utilizada como base para determinar o rendimento de alguns fundos de investimento como os títulos do Tesouro Direto tão como da caderneta de poupança.

Como a Taxa Referencial impacta os seus investimentos?

Acabei de mencionar que a Taxa Referencial acaba interferindo no rendimento de alguns investimentos e fundo econômicos, como a própria poupança e de fato a TR é utilizada como um indicador geral da nossa economia e afeta e determina aspectos de alguns temas de interesse da maioria de nós.

Vamos ver agora como essa taxa interfere em nossos investimentos?

A Taxa Referencial na poupança: a poupança é um dos fundos de investimento mais afetados pela Taxa Referencial.

Isso desde uma mudança realizada pelo governo no ano de 2012 no qual foram reformuladas as formas com as cadernetas de poupança rendem.

De maneira direta, o rendimento da caderneta de poupança agora é determinado pela taxa Selic acrescido da Taxa Referencial.

Quando a taxa Selic está acima de oito e meio por cento, o rendimento da poupança é de meio por cento acrescido do valor total da Taxa Referencial para o período.

Agora, se a Selic está acima de oito e meio por cento, o rendimento das cadernetas é de setenta por cento da taxa Selic mais a Taxa Referencial.

FGTS e a influência da TR: O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, conhecido como FGTS também tem estreita relação com a Taxa Referencial.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é um direito assegurado ao trabalhador assalariado que pode resgatar o dinheiro em algumas ocasiões cumprindo determinadas exigências.

Todavia, ainda que possa ser resgatado, parte do dinheiro acaba ficando por muito tempo guardada nesse fundo.

O governo determinou então uma rentabilidade para os recursos depositados no FGTS do trabalhador.

O rendimento do FGTS é de cerca de três por cento ao ano mais o percentual correspondente da Taxa Referencial.

Taxa Referencial nos títulos de capitalização

Títulos de capitalização também estão na lista: se você pensou que a lista de investimentos e fundos econômicos relacionados com a Taxa Referencial seria pequena, temos aqui os famosos títulos de capitalização.

Os títulos de capitalização são oferecidos pelas instituições financeiras e rendem exatamente aquilo representado pela taxa referencial do respectivo período em que esteve empregado.

Viu como a Taxa Referencial está mais presente do que inicialmente você poderia imaginar?

Indexação econômica: o que é?

Lembra que conversamos no início que a Taxa Referencial foi criada para controlar a indexação? Vamos entender o que vem a ser essa expressão?

A indexação econômica marcou a econômica brasileira, sobretudo antes do Plano Collor II.

Contudo, a indexação de maneira simples não é algo ruim, mas pode acabar gerando inflação.

A indexação nada mais é do o ato de indexar, ou seja, atrelar os preços, contratos e correlatos a determinados índices econômicos.

Comumente o índice com o qual mais se faz indexação é a inflação.

Vamos visualizar um exemplo prático da indexação?

Suponhamos que você receba um salário de cerca dois mil reais.

Em um determinado ano a inflação foi de cinco por cento.

Tudo o que você compra e consome teve um aumento de cinco por cento.

O seu salário, entretanto, não foi corrigido.

O que temos a partir desse cenário?

O seu poder de compra cai significativamente, uma vez que tudo o que você consome acabou ficando mais caro.

Por conta disso, grande parte da classe trabalhadora defende que os salários sejam anualmente corrigidos e indexados à inflação do respectivo período.

Se o seu salário é corrigido com base no índice de inflação você não tem um aumento real de salário, mas a sua chamada correção inflacionária.

Situação atual

Atualmente, o governo tem adotado como reajuste salarial anual o mesmo percentual correspondente a inflação, o que como vimos não gera um aumento real, apenas uma correção quanto a inflação do período.

Durante os anos de oitenta e noventa, o Brasil sofreu com a hiper inflação.

Para que você tenha uma ideia, em 1993 o índice inflacionário chegou a mais de 2447,15%.

De fato, se você tinha em 1992 um gasto médio de cerca de mil reais por mês, em 1993 os seus gastos subiram exponencialmente para quase vinte e cinco mil reais ao mês.

Gostou de saber mais sobre a TR?

Então não deixe de acompanhar os demais artigos do blog, tenho muitas outras novidades para você!

Por Rafael Mansberger – Especialista em crédito – @rafaelmansberger – E-mail: [email protected]

Recomenda

Últimas